20 de abril de 2014

Morrissey, Madame Satã e a noite mais macabra da minha vida!!!

Em 2006, eu estava cursando o 2º ano do curso de Comunicação Social (Rádio & TV) e até aquele momento estava adorando... Conheci pessoas muito bacanas na faculdade, muita gente que curtia música como eu, enfim é bom estar perto de pessoas que falam a mesma língua que a gente, né?

Naquele mês de Abril, uma das garotas da sala, a Karen, marcou uma balada para comemorar seu aniversário. O lugar escolhido era o Madame Satã. Meu Deus, eu sempre ouvi falar desse lugar, do som anos 80, do ambiente gótico, que legal! Ela me convidou e eu não pude recusar, finalmente iria conhecer esse lugar! Uhuuu!!!

Madame Satã - não sei se eu voltaria...
Sem muita noção do que deveria usar para aquela noite, eu optei por jeans (o tradicional, azul mesmo), calça e jaqueta, tênis All Star preto (um que eu usei muito, com luas e estrelinhas) e uma das minhas camisetas de banda, no caso a do Morrissey.

Pronto, eu estava pronta. 

Ao me deparar com a galera no Terminal Santo Amaro, percebi que todos estavam vestidos de preto, parecia que íamos para um show de heavy metal, menos eu...

Daniel, eu, Will, Van, Karen e Bruno (na época namorado da Karen)
Bem, o lugar era bem macabro, escuro. A pista era no mínimo sombria e o som absurdamente alto. Admito que me senti bastante desconfortável lá. Me lembro que a bebida era free naquela noite e depois de um tempo as  pessoas começaram a passar mal, muito mal. Tinha gente vomitando por todos os lados, fomos obrigados a sair porque estava impossível respirar lá dentro. Bem, eu não bebi e estava bem lucida vendo tudo aquilo.


Mas a noite não foi assustadora o tempo todo. Quando eu tirei minha jaqueta para poder dançar mais à vontade, um rapaz elogiou a minha camiseta: "Morrissey forever!" E eu fiquei bastante envaidecida... Depois outro em algum corredor também elogiou o Morrissey. Já no final da noite, no ônibus a caminho de casa, uns cara que eu havia visto no Madame estavam no ônibus. Quando o último se aproximou da porta para descer, ele olhou pra mim e disse: "sua camiseta é muito legal!", eu agradeci com a cabeça e ele desceu. Ninguém viu essa cena, as meninas estavam dormindo, mas o mais engraçado é que eu estava com a jaqueta fechada, ele me viu lá dentro e guardou meu rosto. Fiquei feliz!!! Que noite! Nunca havia chegado de uma balada tão fedida e com nojo de mim mesma!

A jaqueta ainda uso, a calça virou bermuda e o Morrissey, bem agora eu durmo com ele!
Na boa, diante de toda aquela gente de preto, vestidas como se estivessem de uniforme, quem ganhou a noite fui eu. E é isso aí, MORRISSEY FOREVER!!!!